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MASC a Mediação e outros métodos: caminhos adequados para eficiência, justiça e pacificação social

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Descrição

Aulus Eduardo Teixeira de Souza

ISBN: 978-65-5765-340-1 | 2026

202 p.

Peso: 0,350 g.

O conflito acompanha a experiência humana porque nasce da própria complexidade das relações, dos valores, dos interesses e das diferentes formas pelas quais cada indivíduo compreende a si mesmo e o mundo que o cerca. Quando essas divergências são transferidas integralmente ao Estado, espera-se da jurisdição uma resposta que, embora possa encerrar o processo, nem sempre alcança as causas que deram origem à controvérsia. É nesse espaço, entre decidir um litígio e efetivamente pacificar um conflito, que se situa esta obra. Partindo dos fundamentos axiológicos da convivência social, o Professor Doutor Aulus Eduardo Teixeira de Souza examina os métodos adequados de solução de conflitos como expressão de uma concepção mais ampla de justiça, fundada na autonomia, no diálogo, na responsabilidade e no reconhecimento da complexidade humana.

O percurso aproxima filosofia, teoria dos valores, direito constitucional e processual, teoria do conflito e práticas contemporâneas de resolução de controvérsias, demonstrando que o acesso à justiça não se esgota no ingresso em juízo, mas exige instrumentos capazes de oferecer respostas adequadas à natureza de cada conflito. Mediação, conciliação, arbitragem e outras formas de tratamento das controvérsias são examinadas em seus fundamentos, princípios, técnicas, limites e possibilidades, com especial atenção ao papel das partes, do mediador e do conciliador, à ética dos terceiros facilitadores e à construção de um sistema de justiça verdadeiramente multiportas.

A análise alcança, ainda, os Juizados Especiais, os espaços comunitários de cidadania, a multidisciplinaridade, a resolução de disputas online e os impactos da tecnologia e da inteligência artificial sobre as formas contemporâneas de prevenção e solução de conflitos. Ao longo dessas reflexões, emerge uma questão que ultrapassa o campo estritamente jurídico: que espécie de justiça uma sociedade pretende construir quando seus integrantes deixam de ser simples destinatários de decisões e recuperam a capacidade de participar da solução de seus próprios conflitos? A resposta conduz ao núcleo da obra: pacificar não significa apenas decidir quem possui razão, mas criar condições para que direitos, valores, responsabilidades e relações possam ser compreendidos em sua dimensão concreta.

Nesse horizonte, os métodos adequados deixam de ocupar posição periférica no sistema jurídico e passam a integrar uma concepção de justiça comprometida com eficiência, dignidade, autonomia e pacificação social. Trata-se, portanto, de uma reflexão sobre o Direito e suas instituições, mas, sobretudo, sobre a capacidade humana de transformar o conflito em espaço de compreensão, responsabilidade e construção compartilhada de soluções.

Boa leitura!

1            Introdução     11

2            Fundamentos axiológicos da convivência social          15

2.1        A teoria dos valores e sua relação com os conflitos sociais  16

2.2        Percepção sentimental e hierarquia axiológica              22

2.3        Os Métodos Adequados de Solução de Conflitos (MASC): visão geral     28

3            Pacificação social e prestação jurisdicional     37

3.1        Instrumentalização dos sistemas de resolução de conflitos              38

3.2        Princípios informadores dos métodos consensuais   45

3.3        Prestação jurisdicional e acesso à ordem jurídica justa          53

4            Justiça e solução de conflitos: perspectiva histórica  e constitucional        63

4.1        Considerações históricas e constitucionalismo            64

4.2        O acesso à justiça e a ordem jurídica justa         69

4.3        A Constituição Federal de 1988 e os Juizados Especiais          76

4.4        O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e os métodos adequados de solução de conflitos          83

5            Os métodos adequados de solução de conflitos           91

5.1        O conflito: natureza, tipologia e dinâmica          92

5.2        Autocomposição e autotutela       98

5.3        A mediação: conceito, princípios, técnicas e etapas 105

5.4        A conciliação judicial e extrajudicial       111

5.5        O sistema de constelações familiares    118

5.6        A arbitragem 127

6            O papel dos protagonistas: partes, mediador e conciliador  135

6.1        A função do mediador e do conciliador  136

6.2        A autonomia das partes e o protagonismo na resolução do conflito     141

6.3        Ética e formação dos terceiros facilitadores     148

7            Novos paradigmas para a resolução de controvérsias              155

7.1        A multidisciplinariedade funcional na resolução de controvérsias              156

7.2        Fóruns municipais e casas da cidadania             161

7.3        A função dos Juizados Especiais (Cíveis, Criminais,  Federais e Fazenda Pública)           168

7.4        Tecnologia, Inteligência Artificial e resolução de  conflitos online (ODR)         174

8            Conclusão     181

Referências  189

Índice alfabético      200

 

AULUS EDUARDO TEIXEIRA DE SOUZA

Doutor em Direito pela Universidade de Alicante (Espanha). Doutor em Ciência Jurídica pela Univali. Mestre em Direito pela Universidade de Caxias do Sul. Máster em Derecho de Extranjería e Inmigración pela Escuela de Postgrado de Ciencias del Derecho, Tarragona (Espanha). Especialista em Direito Constitucional e Administrativo pela Universidade Dom Bosco. Especialista em Direito e Processo Tributário pela Escola Paulista de Direito. Especialista em Direito Processual Civil pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. MBA em Privacidade de Dados LGPD/GDPR pela Escola Superior do Ministério Público. Membro vitalício da Academia Catarinense de Letras Jurídicas, cadeira n. 39. Membro do Instituto dos Advogados de Santa Catarina (IASC). Procurador jurídico sênior da OAB/SC.

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